Eu Li [16] – Desafio Literário 2011.04.02

Eu Robô

Isaac Asimov

Ediouro , 356 páginas

Esperava ler neste livro a história que vi no filme. Tirando as 3 leis da Robótica nada mais se assemelha. Ri quando algum outro resenhista pensou semelhantemente. O livro tem literatura leve, composto por 9 contos que apresentam a evolução dos robôs através do tempo.

São eles:

  • Robbie
    Narra a história da primeira integração dos robôs com humanos e as dificuldades que o choque com o novo produziu na sociedade. Um conto doce, infantil, que narra amizade e amor  sem fronteiras.
  • Brincando de Pique
    Fantasia um futuro (que na minha concepção seria o mais provável de ocorrer do que o do livro anterior) onde a humanidade a ajuda de robôs começa a explorar o Espaço buscando fontes de energia. Este conto descreve o desequilibrio da terceira lei da robotíca e suas consequencias engraçadas para os trabalhadores cuja vida depende dos robôs.
  • Razão
    De longe o melhor conto do livro. Me diverti.
    A criatura voltando-se contra o criador, mas não há crueldade e/ou perigo para/de nenhum dos lados. Há um fina ironia e critica do autor às formas de racionalismo moderno que muito se baseiam na crença em algo não palpável. De repente toda nossa ciência nada mais é do que Fé! A doce e pura Fé (tão supostamente antagônica a realização de tais feitos). E o que tem haver tudo isso com robôs? Vale muito a pena ler para descobrir! 🙂
  • Pegue aquele coelho!
    Essa narrativa  apresenta Dave, um robô que com uma novidade: liderança de 5 outros robôs. Tecnicamente feito para facilitar e otimizar os trabalhos humanos em campos de mineração espacial.  Contudo Dave apresenta comportamento estranho, quase neurótico, quando está sozinho (sem a presenca de humanos) com seus robôs-liderados.
  • Mentiroso!
    Cria-se um robô capaz de ler pensamentos. Quais as implicâncias de questionar o mesmo sobre o próprio futuro? E o dos  outros? E o seu futuro visto pelos outros? Éticas a parte vale a pena conhecer as encrencas que os protagonistas se envolvem quando deixam de lado a coerência racional que tanto defendem.
  • Pobre Robô perdido
    Outro conto bem escrito! Neste, por fins secretos do Estado, há robôs que tem a 1ª lei da robótica modificada. Uma ordem equivocada faz com que ele se perca em meio a máquinas comuns. Esta história mostra uma cientista tentando ‘vencer’ a esperteza de um robô que faz de tudo para não ser encontrado.
  • Fuga!
    Uma empresa oferece uma proposta irrecusável aos fabricantes da US Robôs (protagonistas de todos os contos do livro) . O super-computador robótico da US Robôs chamado Cérebro teria que resolver um problema que poderia ser a chave da propulsão interestelar e um avanço significativo na exploração econômica do espaço (muito $$ na área). Todavia o problema pode destruir o super computador Infligir uma das leis da robáotica talvez seja a solução. E os protagonistas tentam.
  • Prova
    Nesta história os robôs comecam a mudar a vida social, econômica e até politica da Terra. Robôs humaniformes são quase indistinguíveis de seres humanos e, logicamente, vistos com desconfiança. Surge a suspeita de que um famoso jovem político é na verdade um robô. E a incógnita transforma toda uma eleição.
  • O Conflito Evitável
    Tá. Esta é a aparte reflexiva do livro.
    Em 2052 descobre-se que as chamadas Máquinas (super-computadores robóticos) são os que  na prática governam a Terra.  Grupos fundamentalistas em prol da humanidade ( e contra as Máquinas) ganham força. Contudo as Máquinas estão levando a humanidade a um padrão de vida diferenciado em termos, por exemplo, de solução de conflitos entre os humanos. Quando as Máquinas começar a cometer erros agrava-se a ira dos que são contra. Novamente descobre-se erros nas leis da Robótica e o livro é encerrado de um forma muito gostosa, onde quem sabe o mundo passe a ser visto de forma diferente.
    🙂

Recortei poucas frases deste livro, mas algo que me fez rir (como alguém com formação em Ciências Sociais) muito merece ser deixado aqui – apesar de deslocado com o contexto da resenha:

"Deixou de ser importante saber se o mundo era Adam Smith ou Karl Marx.
 Nas novas circunstâncias, nenhum dos dois fazia muito sentido
Ambas as teorias precisavam adaptar-se e terminaram quase no mesmo ponto"
(pg 233)


;**

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