Sobre Sábados ou Domingos

“Eu vi minha vida ramificando-se diante de mim como a figueira verde na história.
Da ponta de cada ramo, como um figo bem maduro, um futuro maravilhoso acenou e piscou.
Um figo era um marido, um lar feliz e as crianças,  outro era uma famosa poeta, e outro uma brilhante professora, […] outro figo ia para a Europa, África e América do Sul, e outro era um pacote de outros amantes com nomes estranhos e profissões pouco comuns, […] e para além e acima desses figos haviam muitos figos mais.
Eu não conseguia entender.
Eu me vi sentada na virilha da figueira, morrendo de fome, só porque eu não conseguia me decidir qual dos figos que eu escolheria.
Eu queria todos e cada um deles, mas escolher uma significava perder todo o resto, e, enquanto eu estava sentada ali, incapaz de decidir, os figos começaram a enrugar e apodrecer, e, um por um,  estatelaram no chão aos meus pés.

– Sylvia Plath  em: The Bell Jar  (no Brasil ‘A Redoma de Vidro’)

[tradução (bem) livre daqui]

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