Eu Li [31] – Desafio Literário 2011.08.01

Sabe, uma das melhores coisas da literatura é a capacidade de nos divertir. A boa literatura, dentro da minha doce opinião, implica em reflexão sobre o mundo, sim! mas sem perder o dom do encanto. Este livro consegue fazer isso! xD E olha só! é um Clássico! Livros tidos como ‘chatos ‘ (vide minha resenha anterior). Merece então um parabéns duplo! 🙂

O Triste Fim de Policarpo Quaresma.
Lima Barreto
Saraiva, 266 páginas

“Em vários tempos e lugares, a loucura foi considerada sagrada, e deve haver razão nisso no sentimento que se apodera de nós quando, ao vermos um louco desarrazoar, pensamos logo que já não é êle quem fala, é alguém, alguém que vê por êle, interpreta as coisas por ele, está atrás dêle, invisível!…” (começo da segunda parte do livro)

Talvez seja um livro sobre loucura.
A loucura que talvez todos precisamos.
Um Objeto para amar.O Foco verdadeiro em um objetivo.
O personagem que dá título a Obra tem por objeto a Pátria e desenvolve por ela uma afeição única, linda, essencial.
Vive-se e Morre-se pelo ser amado,não é?

Na primeira parte  Lima Barreto narra o surgimento de um intelectual: os livros, a música, os delírios utópicos de transformação social, a busca pelas raízes primordiais da estrutura da nação, o idealismo, o sonho. Nada muito diferente de qualquer estudante, de semestres iniciais, de humanas das universidade públicas brasileiras (talvez de outras, mas só falo em causa própria). Claro que isso trás em si consequências sociais. Afinal, como entender visionários?
Na segunda etapa, após sofrer sansões sociais e ‘curar-se’ da insanidade (seria apenas sonhos seus objetivos?) intelectual, Policarpo acaba projetando uma outra visão para o Brasil:  a Grande pátria existirá fora da grande cidade. Encurrala-se, então, em um interior para tentar novamente mudar a nação. Transtornos à parte o heroico personagem acaba esbarrando em outra grande decepção.
A parte final carrega o teor político e deixa o livro um pouquinho (mais)  cansativo . Todavia é a parte mais interessante da história: O ápice do amadurecimento intelectual e a ingenuidade sempre caminharão lado a lado. E claro, claro… nada fica impune neste país! O posicionamento crítico (ou não) sempre terá efeito sobre nós. Quem nasce idealista leva para túmulo a dor de nunca encontrar alguém para entender seus sonhos.

Sério! rolou identificação com a história! 🙂
E dá até vergonha de ver a transfonação de intelectuais ‘Policarpos’ em outros mais ao estilo de Adauto Novaes e sua Solidão dos Intelectuais! ai! Debruçando sobre política brasileira (e certo meio que frequento, né?) fica tanto a ser aprender com este livro…

Em Tese: Um livro leve, dentro da linguagem do seu tempo (não, não! não vou entrar neste mérito por hoje), contando a história de um sonhador… fazendo críticas ao sistema público de administração, a política de ontem e (porque não?) de hoje. E o fim… bem, haha (clichê) triste (?)! Acho que nem tanto! vale a pena ler pra entender!

Chamo de aprendizado.
🙂

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3 comentários sobre “Eu Li [31] – Desafio Literário 2011.08.01

  1. Oi,
    Nossa fiquei um pouco confusa, sou um pouco leiga para esse tema, mas mesmo assim gostei da sua resenha. Não sabia da existência desse livro. Vou procurá-lo lá na biblioteca da escola, mas antes vou fazer uma pesquisa, para entender-lo melhor.
    Beijos

  2. Oi Flor,
    Parabéns pela leitura, eu não sei se conseguiria ler, mesmo insistindo, me parece um livro muito voltado a política e eu não gosto desse tipo de assunto, mas claro não quer dizer que um dia eu não vá le-lo e dar minha opinião. Fico feliz que tenha gostado da leitura e que esteja lendo tantos clássicos.

    Beijokas elis
    A Magia Real

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