Eu Li [55]

Como água para chocolate 
Laura Esquivel
Martins Fontes, 206 páginas

“Para a mesa e para a cama, uma só vez se chama…”

Uns anos atrás – tempo de escola ainda – eu comecei a ler o livro e achei enjoadinho. Nunca cheguei a terminar. Fiquei com esta impressão e já coloquei o livro no desafio esperando isso: muita boa vontade pra continuar lendo página por página! E veja como o tempo faz bem à literatura: Nem sei  porque cheguei a pensar isso!
O livro é simplesmente… fofo! Com sensibilidade sentimentos são misturados com delicados (e porque não calientes) sabores criando um romance divertido, com momentos surrealistas, e de certo modo agridoce. Há uma história de amor  que beira os conto de fadas com direito a tragédias familiares, sofrimento gratuito e até uma espécie de felizes para sempre. 🙂 Em meio aos encontros e desencontros dos protagonistas a leitura é tão delicada que é quase possível sentir os sabores dos sentimentos que compõe o cardápio das receitas da personagem: Tita acaba dividindo conosco suas alegrias, frustrações e tristezas através de suas receitas, conhecemos o seu íntimos quando ele trasborda na sua tarefa cotidiana de cozinhar.
Me encantei ainda mais com a história quando descobri a ‘poesia’ do título: Estar ‘como água para chocolate’ no México – o livro se passa na fronteira com os EUA no começo do século XX – é estar prestes a explodir (se referindo a raiva, a paixão ou qualquer acumulo de sentimentos em geral). Explico o que o próprio livro menciona ainda que vagamente: por essas bandas prepara-se o chocolate quente dissolvendo a barra caseira de chocolate em água, em vez de leite, para que o chocolate derreta é preciso que a água esteja fervendo, então, se a pessoa está “como água para (fazer) chocolate” significa que está fervendo.
E é assim que Tita se sente quando está perto do seu amor Pedro.
Pessoalmente foi assim que fui me sentindo com as escolhas da personagem também.Mas é literatura, né? Valeu cada linha!!

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Eu participo do:

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Este livro faz parte da lista/meta de leitura deste projeto! 😉
É o terceiro livro de  Janeiro (Literatura Gastronômica) e do ano.

O que já li você pode conferir aqui.
E a lista toda deste ano  aqui.

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3 comentários sobre “Eu Li [55]

  1. Já eu não gostei tanto. Talvez por ser fofo demais, achei o livro sem personalidade. É o mais do mesmo e me lembrou demais aquelas novelas dramáticas mexicanas.A forma como a autora escreve também me incomodou: Ela peca pela falta de detalhes nas descrições das personagens como se estivesse escrevendo um roteiro. Provavelmente por isso dizem que o filme é bom. Realmente tem uma narrativa cinematográfica, mas como livro, é bem mais ou menos.

    • Ahh… Realmente acaba parecendo muito um novelão mexicano. Agora que percebo que talvez seja por isso que tenha gostado da história: eu gosto dessas novelas!! ashauhsuhs 😛
      O modo como ela descreve os detalhes permitiram a construção dos personagens de um jeito que a imaginação vai a cada linha criando com a autora toda a história. Não vi o filme então a comparação fica pecável pra mim.

Diz aí:

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