Dos Saltos

“Há pessoas que nos fazem voar. A gente se encontra com elas e leva um bruta susto. Primeiro, porque o vento começa a soprar dentro da gente, e lá, de cantos escondidos de nossas montanhas e florestas internas, aves selvagens começam a bater asas, e a gente não sabia que tais entidades mágicas moravam dentro de nós, e elas nos surpreendem, e nós nos descobrimos mais selvagens, mais bonitos, mais leves, com uma vontade incrível de subir até as alturas, saltando, saltando de penhascos, pendurados numa asa-delta (acho que o nome disso é fé…)”

Na Companhia de Rubem Alves  – Livro de Anotações para Mulheres – pg 227

Ele é forte. Um forte menino. Ele é forte demais pra sua idade.
Ele é um homem.Um homem preso na pouca idade. A sua idade o trasborda de sensibilidade.
Eu não deveria falar sobre idade. Isso não significa.
Ele é maduro demais para ter a vida contada pelos agostos vividos.
Ele desafia o medo. Ele vence apesar de muitas coisas. Ele rompe o esteriótipo.
Ele tem um sorriso bobo daqueles que sabem o seu lugar no mundo.
Ele conhece o mundo sob outras perspectivas – sob ou sobre rodinhas e tombos e sonhos.
Ele é Honesto. Decidido. Dedicado. Inteligente em suas inúmeras significações.
A voz doce e olhos gentis cheios de planos.
Em frequências próprias da juventude que sobeja em suas ações.

O coração em certa tarde amargura ausências e percas.
Seus olhos parecem oceanos de tão aguados e profundos.
Perder só pode ser conjugado até que o abraço chegue e nos abranja com tudo que há.
Sem ser convidada mas ocupando um espaço que particularmente gosto
Observo suas tentativas de abrir asas para cuidar dos corações partidos.
E cada um dos curativos liberta suas mãos para voos altos.
E ele tem voado.
Todo dia um pouco pra mais longe do ninho.
Sinto que está próximo dia que ele simplesmente irá.
E se encontrará.
E será encontrado por tudo aquilo que busca.
Ele tem ensaiado, projetado, voos muito altos e distantes.
Em seu sorriso, em sua fala, nas suas ideias e em seus ideais
enxugando algumas lágrimas – e como tenho enxugado lágrimas esses dias –
arrisco olhar para minha própria altura e bato lentamente as mãos.
será que posso? será que devo?

Aventuro-me.
Sinto novamente o voar.

Anúncios

Diz aí:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s