Das Cartas [3]

[escrevendo ouvindo isso]

Caro Astronauta,

Começo as linhas com um frase que me remete a você esses dias,
talvez você entenda porque profere a fé que eu também acredito
talvez você entenda simplesmente porque possui a inteligência dos bons líderes
talvez você só entenda porque de algum modo dá credibilidade a minha fala

“Jovem, eu lhe escrevi, porque você é forte, e você já venceu.”
[liberdade poética daqui]

Olha, eu só queria pedir um favor: Não duvide disso!
Conjugue no pretérito a ação que gerou resultados grandiosos.
Conjugue no presente o verbo correto.

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Das (des)medidas da Vida.

Todo caso de amor tem um grande e um pequeno. […] É mais ou menos a mesma coisa. O pequeno ama, o grande se deixa amar. O grande fala, o pequeno ouve. O grande discorda, o pequeno concorda. O pequeno teme, o grande ameaça. O grande atrasa, o pequeno se antecipa. O grande pede, ou nem precisa pedir, e o pequeno já está fazendo.
Não é uma questão de gênero. Existem homens pequenos e homens grandes, mulheres grandes e mulheres pequenas. O temperamento e as circunstâncias influem, mas não determinam. O grande pode ser o mais bem-sucedido dos dois ou não. O pequeno pode ser o mais sensível, mas nem sempre é assim. Muitas vezes o grande é o mais esperto, mas existem pequenos espertíssimos. Depende do caso. Como ninguém descobriu, até hoje, uma regra que permita determinar qual é o grande e qual é o pequeno, só observando o casal mais atentamente. Na rua, o que anda distraído quase sempre é o grande. Quase sempre, no cinema, o grande só decide comprar pipoca depois que os dois já estão acomodados nas poltronas. O pequeno, então, fica esperando, vigiando, tomando conta para o filme não começar antes de o grande voltar, o que, por algum motivo, seria uma tragédia. Numa festa, o pequeno deve estar ansioso para que a noite seja boa, principalmente se foi ele que sugeriu o programa. O grande se comportará de maneira indiferente até se embriagar pela música, pela bebida ou pelo ambiente, quando então ficará muito mais animado do que o pequeno. Mesmo que o pequeno dance bem, o grande sempre dançará melhor. O pequeno evita o silêncio porque tem certeza de que a culpa é dele, por isso sempre tem arquivados na cabeça assuntos que possam ser úteis em todas as ocasiões. A calça nova do pequeno dificilmente lhe cai tão bem quanto a do grande, assim como o cabelo do grande está sempre melhor que o do pequeno, ainda que a festa inteira pense exatamente o contrário. O pequeno geralmente se comove com a lua calado, enquanto o grande aponta, olha só a lua. No final da festa é sempre o pequeno que quer ir embora, reservando o melhor da sua alegria para o resto da noite, enquanto o grande se despede dos amigos displicentemente. Mais tarde, o pequeno é macho, é gueixa, é desgraçado, é exclusivo e, se o coração do grande por acaso ouvir seus gritos, que sorte. No dia seguinte, o pequeno estará inevitavelmente preocupado: será que fiz tudo certo? Acho que eu não devia ter dito aquilo. Por que toda vez sou eu que beijo primeiro? Na dúvida, vai correndo procurar o grande, apesar de ter prometido que nunca mais faria isso. Continuar lendo

Do meu próprio e derradeiro fim

(*) mas eu mal sabia que era um começo

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Das chuvas

 

Pros braços dele você IA
De satisfação, ele rIA
E ao lhes ver apenas sentIA
O desejo de lhe dar alegrIAs
Tornar-se utopIA.

[daqui]

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Dos Espelhos

Dos Espelhos

 

[daqui, por isso aqui]

Sempre haverá o outro lado.
Que também é doce, também é triste e belo.

Sobre pontos.(..)

O ponto final é um sinal de pontuação usado para indicar o final de um período, marcando uma pausa absoluta.
Exemplo:
“Eu não te amo.”
Também é usado em abreviaturas.
Exemplos:
Amr. = Amor
Representa também a pausa máxima da voz. É usado no final das frases declarativas ou imperativas.

As reticências são, na escrita, a sequência de três pontos (sinal gráfico: …) no fim, no início ou no meio de uma frase. A utilização deste gênero de pontuação indica um pensamento ou ideia que ficou por terminar e que transmite, por parte de quem exprime esse conteúdo, reticência, omissão de algo que podia ser escrito, mas que não é.
O verbo latino tacere significava “calar”, permanecer em silêncio, e deu lugar ao verbo francês taire. Em nossa língua, derivam-se de tacere palavras como tácito e taciturno, além de reticência, uma figura retórica que consiste em deixar incompleta uma frase, dando a entender, no entanto, o sentido do que não se diz e, às vezes, muito mais.
A palavra reticência provém do latim reticere (calar alguma coisa), formada mediante tacere precedida do prefixo “re-“, que neste caso tem o sentido de retrair-se para dentro.
No contexto, é lida como etecétera, que provém do latim: et cætera = e algo mais continuado.

Exemplos:

No início de uma frase
…O garoto lê um livro e vai para o colégio. Lá ele falará com ela.
No meio de uma frase
O garoto lê um livro, dorme tarde e vai para o colégio (…) Lá ele falará com ela.
No fim de uma frase
O garoto acorda às sete da manhã para ir a escola. O garoto irá ao colégio e falará com ela…

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