Eu Li [60]

Dando Pé ao projeto d2, Li:

Iaiá Garcia 
Machado de Assis
L&PM Pocket, 192 páginas

*–* Que Livro Lindo!
Acho que das experiências machadianas poucos romances devem fazer suspirar tanto! De uma fase diferente da que a maioria está acostumada, apesar do começo massantezinho o desenvolver detalhista e romantesco arrancam suspiros e apreensões   por desconstruções da história – que em ênfase não chega a se desenvolver.
Personagens femininas tão fortes e tão senhoras de si – marca do autor- estão em destaques nessas linhas. Amores proibidos, casamentos arranjados, renuncias por amor, desencontros econômicos-sociais, fidelidade às amizades, amores sinceros mais efêmeros riscam a vida de duas mulheres um tanto distintas e – a certo modo-  antagônicas. Li, pela net, uma definição que partilho: um drama psicológico interessantíssimo. Continuar lendo

Eu Li [57]

Drácula 
Bram Stoker
L&PM , 550 páginas


É um Clássico! E novamente me vejo perdida ao descrever uma história tão conhecida… Lendo tanta literatura vampiresca nos últimos tempos mal pude me conter de satisfação em ler a história que inspirou todas as outras!
Esperando um livro denso e  assustador encontrei uma história fluida, leve e envolvente apesar de extensa!

 Um jovem londrino, noivo de uma bela e inteligentíssima mulher, é enviado pelo patrão para o Leste Europeu (hoje algo pela Europa Central na verdade) para fechar uma grande e importante  venda de imóvel na Inglaterra. Apesar de conseguir concretizar o negócio estranhos acontecimentos, envolvendo seu cliente, perturbam psicologicamente o rapaz. Já em Londres, fatos assustadoramente inusitados surgem paralelamente a chegada de um assombrado navio a cidade:  A jovem donzela Lucy, por exemplo,  lentamente adoece preocupando, e muito, seu ciclo de fiéis amigos. E outra: tudo leva a crer que o comprador do imóvel londrino chegou a cidade justamente na mesma noite!
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Eu Li [52]

Água para Elefantes

Sara Gruen

Arqueiro, 272 páginas

Existe um mundo nos bastidores do espetáculo que vemos.
O circo é tão cativante e encantador que nos trasporta à outra realidade: um mundo de esplêndida fantasia  e paixão capaz de atiçar o lado doce  infantil até do mais inflexível dos seres humanos. Certo? Talvez não… O que existe por trás de toda fantasia dos artistas (e trabalhadores) que movem a grande arena?  Quais os sentimentos sufocados por pinturas e enfeites que o público jamais chegará a ver? Há um submundo que cria e recria o que vemos sobre a tenda.
E esse mundo pode ser assustador.
Este mundo nos anos 30 em um Estados Unidos em crise econômica pode ser potencialmente pior.
Gruem  cria um romance  relatando os bastidores do “Maior Espetáculo da Terra”. O livro é envolvente do começo ao fim e do mesmo modo encantador.

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Eu Li [48] – Desafio Literário 2011.11.03


Os 100 melhores contos brasileiros do século
Ítalo Moriconi
Objetiva, 622 páginas

Não conseguiria resenhar todos os contos deste livro, então vou roubar a sinopse de sites das livrarias,tá?

  • Nesta antologia, o professor Italo Moriconi apresenta os cem melhores textos do gênero produzidos no Brasil ao longo do século 20. Seguindo rígidos critérios acadêmicos e pautado somente pela qualidade e pelo sabor dessas pequenas obras-primas, esta coletânea faz um passeio pela mais deliciosa e contundente ficção curta produzida no Brasil entre 1900 e o fim dos anos 90. Uma antologia capaz de traduzir as mudanças do país e as inquietações de várias gerações de brasileiros, em cem anos de produção literária. Para ilustrar esse instigante e rico panorama, Moriconi  só escalou craques!;)

Gente! E como deve ter sido difícil selecionar os ‘melhores’, né? Tantos ficaram de fora… Mas todos os que entraram mereceram muito! Li o livro todo bem rápido porque realmente cada um deles é muito envolvente!
Bem divididinho por décadas essa Obra é fluente, apesar de extensa, acabei lendo na ordem que apareceram e não cheguei a cansar em nenhum momento. Tá certo que um ou outro são enjoadinhos (principalmente os primeiros) e com linguagens densas, mas o saldo é muito positivo.
Minhas décadas preferidas foram as de 60 e 70 onde os contos foram mais introspectivos: aparecem aqui as fantásticas Clarice Lispector e Lygia Fagundes Telles junto com Fernando Sabino e Rubem Fonseca ! Deleite puro, né? 🙂
Sempre li sobre isso e até suspeitei em muitas outras leituras mas foi neste livro que pude ver a mudança do pensamento da nossa sociedade tão bem refletida na nossa literatura!
A-MEI !!

Era proposta do Desafio ler “Os 100 melhores contos de humor da literatura Universal” catalogado por Flávio Moreira da Costa. Depois de ler o livro Moriconi desejei muito mesmo fazer isso,  porque se for como foi este valerá muito a pena! 🙂
Contudo pro Desafio não conseguirei… Uma pena ter que adiar mais um pouquinho!

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Eu Li – Mas Não Vou Resenhar

Porque?
Por que em suma são livros técnicos e depois que me formei realmente fiquei ‘traumatizada’ em resenhar esse tipo de livro. ;D    Como o blogue  é uma lembrança de todas as leitura resolvi deixar aqui o registro.

 

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Eu Li [37] – Desafio Literário 2011.10.01

Cem Anos de Solidão

Gabriel García Márquez

Record, 448 páginas

… insondável solidão que ao mesmo tempo os separava e unia…

Gente! Vem cá! Como descrever Cem Anos de Solidão? Nada do que eu diga será muito diferente das inúmeras resenhas  que podemos encontrar por aí… Mas também cá entre nós! Ler este livro é um experiência única! Não tive dúvida quando li o tema “Nobel de Literatura” de que García Márquez entraria na lista, foi um desafio e tanto concluir esta leitura (40 dias e poucos dias lendo!)  mas valeu muito a pena.

A história traga completamente os leitores para dentro da família protagonista: Os Buendía que surge com o casamento de Úrsula e seu primo José Arcadio, o (divertido) medo pelos descendentes deste casamento proporciona o êxodo dos personagens da sua cidade natal. Acabam então fundando,  em um local quase místico, a cidade de Macondo local onde se passará todo o resto da história.
Úrsula  e José Arcadio têm três filhos o crescimento e o ‘enloquecimento’ das gerações futuras são narrados de forma única. Surgem elementos e vivências  fantásticas que passam a ser naturalizados na cidade, há uma vida/sorte  cíclica  entre os personagens e seus descendentes que chega a ser sufocante: É possível romper a ordem (uma espécie de ‘maldição’ de família) e construir o próprio destino? Ou seremos sempre o  reflexo do passado que nos ronda?
O livro também nos apresenta enlaces temporais (que alguns preferem chamar de labirintos temporais) que precisam ser lidos pausadamente para serem compreendidos (no começo foi difícil captar) . Do mesmo modo os relacionamentos familiares se dão de forma ‘confusa’, tornando a família bem única. Fascinante simplesmente.
Os personagens parecem viver todos a flor da pele: o tempo todo  encara-se as paixões, os medos, as loucuras! São avassaladores todos os sentimentos e o fim resta sempre a angústia do destino daquilo que é sempre vivido como chama:  se consumir e virar cinza! Eis a solidão!

Um final nada menos que surpreendente e creio que a leitura ainda ecoará por certo tempo na minha cabeça. Vale muito pensar em uma releitura tão logo o tempo permitir!

  🙂

Eu Li [35] – Desafio Literário 2011.09.01

Tipo… a resenha tá mega atrasada! (assim como a próxima que segue) mas como não abandonei o Desafio  (apenas me enrolei um pouquinho)  vim aqui fazê-la com muito carinho,viu? Achei simplesmente incrível a oportunidade de conhecer autores diversos (e muitos até desconhecidos) deste Brasil! Uma pena não ter conseguido mostrar  um pouquinho de Goiás para o grupo do Desafio. =/
Mas vamos lá:

Tropas e Boiadas
Hugo de Carvalho Ramos
Kelps, 156 páginas

Escolhi Tropas e Boiadas no primeiro instante que vi a opção no Desafio. O nome do autor fez parte de bons anos da minha vida (eu estudei em um Colégio que carregava seu nome) eu nunca tinha criado coragem para ler sua Obra! Na Biblioteca deslumbrava a primeira edição do livro, mas só agora 5 ou 6 anos depois consegui ler essa edição bonitinha aí da Editora Kelps! 😀 Aí vocês julgam como não é ‘nada parcial’ minha resenha,né? hehe 🙂

Tropas e Boiadas é um livro de contos e crônicas regionalistas sobre o universo sertanejo. Chega até ser poético a maneira como é exposta a realidade  goiana do começo do século. Apesar dos termos difíceis (posso dizer arcaicos?)  e de um linguajar cheios de ‘jargões’ típicos do interior do Brasil (confesso que as pessoas de fora podem se sentir um tanto quanto perdidas nesta linguagem) as narrativas em si não são difíceis de entender.
A realidade (diria a vida social) goiana, assim como a natureza  do estado (<3 Cerrado) é descrita de uma forma muito real apesar de ‘estilizada’, as palavras, de certo modo, chegam a ferir  pelo modo agressivo que muitas vezes se apresenta: para retratar a dureza do sertanejo não há forma melhor. O autor carrega as linhas com ideologias e criticas a sociedade da época e a escrita rude parece ser feita para impressionar os leitores. A meu ver, consegue.
Também senti uma melancolia, uma tristeza que beira a saudade, das vivências. O autor parece relembrar nostalgicamente, com uma riqueza de detalhes ímpar, um Goiás onde a ordem de importância e as necessidades sentimentais/materiais do povo está ainda distante do que o país vivia até então; o modo como trata os animais na narrativa ilustra isso: o sertanejo zela pela integridade do animal, muitas vezes mais do que a sua própria, e de algum modo sinto que Carvalho Ramos acaba transformando eles em protagonistas colocando o homem como parte secundária das histórias.
No livro ainda podemos conhecer muito do folclore  goiano criando então também um folclore, algo que beira o mito, sobre a realidades destas terras contrastando com o esteriótipo provinciano que as mesmas apresentavam para o país litorâneo.
Até pensei em descrever um pouquinho de cada dos 15 contos do livro… Mas bateu preguicinha 😛 Fica pra releitura! (sim, sim! Gostei a ponto de desejar isso pra qualquer dia desses..)

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Aos 21, quando publicou Tropas e Boiadas

Aos 21, quando publicou Tropas e Boiadas

Hugo de Carvalho Ramos nasceu em 21 de maio de 1895, em Vila Boa, então Capital do Estado de Goiás. Iniciou seus estudos na cidade natal e depois foi para o Rio de Janeiro, onde, em 1916, matriculou-se na Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais. Colaborou com diversos jornais e revistas, Lavoura e Comércio, de Uberaba, a revista Fonfon, do Rio de Janeiro, a Imprensa, usando sempre o pseudônimode João Bicudo. Em 1917, publicou Tropas e Boiadas, sua única coletânea de contos. Em 1920, estando prestes a concluir seu curso jurídico e, em crise de depressão, viaja ao interior de Minas Gerais e São Paulo.  Em 31 de março de 1921, quando retorna ao Rio de Janeiro, sucumbiu a depressão dando cabo à própria vida. [via]

Eu Li [32] – Desafio Literário 2011.08.02

Desafio Machado de Assis

A ideia de ler o livro vem do Projeto ‘Desafio Literário’, mas acabo embarcando na minha própria ideia/meta de leitura, então este também é meu primeiro livro do:

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Quincas Borba
Machado de Assis
L&PM PoKet, 280 páginas

Enquanto uma chora, outra ri; é a lei do mundo, meu rico senhor; é a perfeição universal.Tudo chorando seria monótono,tudo rindo cansativo; mas uma boa distribuição de lágrimas e polcas, soluços e sarabandas,acaba por trazer à alma do mundo a variedade necessária, e faz-se o equilíbrio da vida…
[Capítulo XLV]

Pois Bem! Este era o único Romance da Trilogia Realista de Machado que me faltava! E sabe, não importa a ‘densidade’ dos livros Machadianos a cada nova leitura me divirto ainda mais com com a acidez inspiradora delas.

Quincas Borba não é o protagonista do livro que nomeia! [ =O ] (surpresa, surpresa!) É apenas um velho, filósofo, rico que norteia as desventuras de Rubião, o verdadeiro anfitrião da história. Por ele indaguei, no decorrer do livro, o quão perto pode ficar a grandeza de um homem e o ridículo. Um ser cuja a verdade bastava perante a incredulidade (ou incapacidade) dos demais de lhe entender. Figura excêntrica.
O protagonista Rubião  é  um indivíduo de caráter simples – que beira a ingenuidade – e não parece entender as artimanhas sociais que ‘movem’ o mundo. Acaba agindo sempre pelas circunstâncias e mesmo lutando contra – ou não- acaba engolido pela Vida e  destruído pelos que nela mandam. A essência da bondade tola.

No fim da vida, Quincas Borba acaba tendo como único amigo Rubião  e a ele tenta deixar a mais nobre de suas heranças: a filosofia Humanitista. Acaba, em por menores, também deixando a tutela de um cão que além de carregar seu nome também torna-se seu herdeiro.  Rubião torna-se rico, muda-se de cidade  e toda a essência da história começa a desenvolver-se. A teoria filosófica de Borba é posta a prova , sem querer, por Rubião e ao final da saga vence pela crença de ser a essência humana.

O Romance, em si, é Machado, mais uma vez, mergulhando na insanidade dos pensamentos humanos: construindo personagens com mentes indecifráveis. Mulheres más (?), ou simplesmente perdidas em truques sociais também vêem à tona neste enredo.

Machado acaba se divertindo (ao tratar acidamente) as custas das teorias cientificas que surgiam no seu tempo. ‘Quincas Borba’ (o livro) debocha do positivismo de Comte  e suas teorias sociais, namora com Darwin a cerca da seleção natural  e flerta com  Nietzsche ao falar do Cristianismo. É um livro muitas  interfaces , exige muita perspicácia do leitor…

Ao final, como em quase todo machado que leio, creio que a loucura nos fere e nos mata… mas sem ela não podemos vier! E porque não.. ela é única que nos salva! 🙂
[sim, sim! contaminada pelo pessimismo gostoso do autor!] 

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Semana passada, em um encontro com os amigos, refletimos sobre isso.
Deixo uma homenagem, dos primeiros capítulos deste livro:

Rubião fitava a enseada […]
Cortejava o passado com o presente.
Que era, há um ano? Professor.
Que é agora? Capitalista.

Nosso destino Amigos! 😉
2 anos.
;** 

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Eu Li [31] – Desafio Literário 2011.08.01

Sabe, uma das melhores coisas da literatura é a capacidade de nos divertir. A boa literatura, dentro da minha doce opinião, implica em reflexão sobre o mundo, sim! mas sem perder o dom do encanto. Este livro consegue fazer isso! xD E olha só! é um Clássico! Livros tidos como ‘chatos ‘ (vide minha resenha anterior). Merece então um parabéns duplo! 🙂

O Triste Fim de Policarpo Quaresma.
Lima Barreto
Saraiva, 266 páginas

“Em vários tempos e lugares, a loucura foi considerada sagrada, e deve haver razão nisso no sentimento que se apodera de nós quando, ao vermos um louco desarrazoar, pensamos logo que já não é êle quem fala, é alguém, alguém que vê por êle, interpreta as coisas por ele, está atrás dêle, invisível!…” (começo da segunda parte do livro)

Talvez seja um livro sobre loucura.
A loucura que talvez todos precisamos.
Um Objeto para amar.O Foco verdadeiro em um objetivo.
O personagem que dá título a Obra tem por objeto a Pátria e desenvolve por ela uma afeição única, linda, essencial.
Vive-se e Morre-se pelo ser amado,não é?

Na primeira parte  Lima Barreto narra o surgimento de um intelectual: os livros, a música, os delírios utópicos de transformação social, a busca pelas raízes primordiais da estrutura da nação, o idealismo, o sonho. Nada muito diferente de qualquer estudante, de semestres iniciais, de humanas das universidade públicas brasileiras (talvez de outras, mas só falo em causa própria). Claro que isso trás em si consequências sociais. Afinal, como entender visionários?
Na segunda etapa, após sofrer sansões sociais e ‘curar-se’ da insanidade (seria apenas sonhos seus objetivos?) intelectual, Policarpo acaba projetando uma outra visão para o Brasil:  a Grande pátria existirá fora da grande cidade. Encurrala-se, então, em um interior para tentar novamente mudar a nação. Transtornos à parte o heroico personagem acaba esbarrando em outra grande decepção.
A parte final carrega o teor político e deixa o livro um pouquinho (mais)  cansativo . Todavia é a parte mais interessante da história: O ápice do amadurecimento intelectual e a ingenuidade sempre caminharão lado a lado. E claro, claro… nada fica impune neste país! O posicionamento crítico (ou não) sempre terá efeito sobre nós. Quem nasce idealista leva para túmulo a dor de nunca encontrar alguém para entender seus sonhos.

Sério! rolou identificação com a história! 🙂
E dá até vergonha de ver a transfonação de intelectuais ‘Policarpos’ em outros mais ao estilo de Adauto Novaes e sua Solidão dos Intelectuais! ai! Debruçando sobre política brasileira (e certo meio que frequento, né?) fica tanto a ser aprender com este livro…

Em Tese: Um livro leve, dentro da linguagem do seu tempo (não, não! não vou entrar neste mérito por hoje), contando a história de um sonhador… fazendo críticas ao sistema público de administração, a política de ontem e (porque não?) de hoje. E o fim… bem, haha (clichê) triste (?)! Acho que nem tanto! vale a pena ler pra entender!

Chamo de aprendizado.
🙂