52 livros em 52 semanas [1/52]

Estou finalmente escrevendo uma ‘resenha’ de livro depois de muito, muito tempo  para este blogue – lembrando que a ideia original dele era justamente essa,né? rs Mas vamos lá! O Projeto Literário do ano é:

Para inaugurar o Desafio Literário de 2014 escolhi uma aquisição leve de leitura gostosa – apesar de curtinha como curtinho é o livro e a história.

Eu me chamo Antônio é uma página no facebook que acompanho a muito tempo! Que delícia foi vê-lo lançando um livro e lógico que eu precisava le-lo e te-lo,né?
Comprei na blackfriday e li hoje. Um livro leve que dá sim pra ler em um dia, em uma sentada só!
É um livro de poesia.Poesia que fala de amor, fala de perdas, fala de espera, fala de risos e prantos. É um livro que joga com os sentimentos, como joga com as palavras.
Antônio é um boêmio que escreve em guardanapos, a vida efêmera dos bares vira poesia concreta, como concreto é o sentimento que nos roda a cabeça quando com ele nos envolvemos. Flutua-se nos trocadilhos e nos meio sorrisos no virar de cada página.
O livro é esteticamente lindo, feito para almas sensíveis.

“Se você não consegue virar a página, troque o livro. Existem tantas histórias interessantes esperando  para serem lidas, esperando para serem Lindas
(página 173)
^^

Como este livro estava parado na estante ele  faz parte da leitura do  
Um grupo bacana que se reuni aqui para disciplinar as leituras de 2014!
Bora participar?

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Eu Li [60]

Dando Pé ao projeto d2, Li:

Iaiá Garcia 
Machado de Assis
L&PM Pocket, 192 páginas

*–* Que Livro Lindo!
Acho que das experiências machadianas poucos romances devem fazer suspirar tanto! De uma fase diferente da que a maioria está acostumada, apesar do começo massantezinho o desenvolver detalhista e romantesco arrancam suspiros e apreensões   por desconstruções da história – que em ênfase não chega a se desenvolver.
Personagens femininas tão fortes e tão senhoras de si – marca do autor- estão em destaques nessas linhas. Amores proibidos, casamentos arranjados, renuncias por amor, desencontros econômicos-sociais, fidelidade às amizades, amores sinceros mais efêmeros riscam a vida de duas mulheres um tanto distintas e – a certo modo-  antagônicas. Li, pela net, uma definição que partilho: um drama psicológico interessantíssimo. Continuar lendo

Eu Li [59]

Caim 
José Saramago
Companhia das Letras, 176 páginas

“A história dos homens é a história dos seus desentendimentos com deus,
nem ele nos entende a nós, nem nós o entendemos a ele.”

Saramago é sempre uma experiência incrível de leitura. Alguns livros contudo são um choque, não por serem mal escritos, longos, com histórias improdutivas ou coisas do gênero, esse, por exemplo, foi um choque de ideais. (suspiro) Mas vejamos: eu levei a história até o fim então não foi de todo ruim se encarado como uma boa literatura (apenas), me assustei quando li algumas resenhas que levam a sério de mais a escrita de Saramago colocando nos seus livros única e exclusivamente sob o filtro da sua vida pessoal (Não que eu acredite que  a vida pessoal não tenha influência nas ideologias que o autor coloca na sua escrita, mas não podemos ver os livros apenas por essa óptica, né?)

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Eu Li [58]

Desafio Machado de Assis

Tanta leitura atrasada, tantas resenhas não feitas. Eu me propus a um projeto e dele mal falo  neste blogue, pode? A leitura vai devagar mais uma hora sai por completo! Esta leitura de agora marca então um parte do:

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Helena
Machado de Assis
Ciranda Culltura, 160 páginas

O amor não é mais que um instrumento de escolha; amar é eleger a criatura que há de ser companheira na vida, não é afiançar a perpétua felicidade de duas pessoas, porque essa pode esvair-se ou corromper-se. [página 90]

Que Machado não é obvio todo mundo sabe. Mas quão surpreendente pode ser a leitura em suas linhas (sim! linhas) finais? Em uma leitura leve (de tão leve nem chega a aparecer o grande adjetivador Machado de Assis) com sua doce critica a moral e aos costumes de seu tempo (sempre, sempre!) nas corridas páginas deste romance conhecemos uma família fluminense que sofre nas primeiras linhas uma perda que provoca uma reviravolta nos seus hábitos. O testamento ao ser aberto traz consigo uma herança um tanto diferente junto ao patrimônio já esperado pelos familiares: Conselheiro Vale falece e deixa o reconhecimento póstumo de uma paternidade que injeta a formosa Helena no seio de sua família.
Passado o espanto e tentando cumprir os desejos do pai Estácio ajusta com sua tia Úrsula o acolhimento da irmã em sua casa. Cabe, com o passar do tempo, a encantadora jovem quebrantar os corações da nova família e assumir um papel especial na vida dos entes – que passam a vê-la como querida. Helena trás consigo um ar de alegria para o lar, dá ânimo e conforto a velha senhora e provoca deslumbre em alguns jovens. Contudo o coração gracejoso da protagonista carrega alguns segredos: O Primeiro remete a uma paixão avassaladora e inconfessável que carrega no peito, um  outro ao passado de sua mãe que toda a família desconhece e o último – talvez atado aos demais- misteriosas saídas matinais que despertam as más línguas de um ou outro. Continuar lendo

Eu Li [57]

Drácula 
Bram Stoker
L&PM , 550 páginas


É um Clássico! E novamente me vejo perdida ao descrever uma história tão conhecida… Lendo tanta literatura vampiresca nos últimos tempos mal pude me conter de satisfação em ler a história que inspirou todas as outras!
Esperando um livro denso e  assustador encontrei uma história fluida, leve e envolvente apesar de extensa!

 Um jovem londrino, noivo de uma bela e inteligentíssima mulher, é enviado pelo patrão para o Leste Europeu (hoje algo pela Europa Central na verdade) para fechar uma grande e importante  venda de imóvel na Inglaterra. Apesar de conseguir concretizar o negócio estranhos acontecimentos, envolvendo seu cliente, perturbam psicologicamente o rapaz. Já em Londres, fatos assustadoramente inusitados surgem paralelamente a chegada de um assombrado navio a cidade:  A jovem donzela Lucy, por exemplo,  lentamente adoece preocupando, e muito, seu ciclo de fiéis amigos. E outra: tudo leva a crer que o comprador do imóvel londrino chegou a cidade justamente na mesma noite!
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Eu Li [56]

Chocolate 
Joanne Harris
Rocco, 320 páginas


Uma cidadezinha no interior da França, igualzinha a qualquer outra cidadezinha do interior de qualquer outro país cristão, a Igreja, sua moral e seus bons costumes que ditam as regras sociais e Duas forasteiras, nômades, amantes da culinária e devotas a costumes divergentes ao cristianismo: eis o drama deste livro.
Um Padre com um passado obscuro e com sérios problemas de posicionamento  moral perante seus fiéis tem sua vida alavancada quando os ventos do carnaval trazem Vianne  e sua filha para a pequena cidade onde pastoreia. Vianne inaugura sua casa de doces durante o difícil período religioso da quaresma e consegue uma antipatia gratuita do Padre. Há então um embate de ideias que modifica todo o comportamento da cidadezinha e de seus habitantes. Fugindo do próprio passado e tentando conceder a filha um descanso da vida itinerante que até então levam , Vianne também tem a difícil escolha diária de enfrentar seus próprios medos personificados no Padre.
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Eu Li [55]

Como água para chocolate 
Laura Esquivel
Martins Fontes, 206 páginas

“Para a mesa e para a cama, uma só vez se chama…”

Uns anos atrás – tempo de escola ainda – eu comecei a ler o livro e achei enjoadinho. Nunca cheguei a terminar. Fiquei com esta impressão e já coloquei o livro no desafio esperando isso: muita boa vontade pra continuar lendo página por página! E veja como o tempo faz bem à literatura: Nem sei  porque cheguei a pensar isso!
O livro é simplesmente… fofo! Com sensibilidade sentimentos são misturados com delicados (e porque não calientes) sabores criando um romance divertido, com momentos surrealistas, e de certo modo agridoce. Há uma história de amor  que beira os conto de fadas com direito a tragédias familiares, sofrimento gratuito e até uma espécie de felizes para sempre. 🙂  Continuar lendo

Eu Li [54]

Gula
(O Clube dos Anjos – Coleção Plenos Pecados) 

Luís Fernando Veríssimo
Objetiva, 144 páginas

Um Livro do Veríssimo!
Aí tem amizade, clubes ‘secretos’, gastronomia, um pouco de suspense, assassinatos, tantos pecados… Dá pra imaginar como é tudo isso junto pelo olhar do Veríssimo?
Ri muuuito. De tão curtinho (li em uma sentada só) ficou com gosto de quero mais! ai meu Deus! será que estou cometendo o pecado da gula literária? =O

A crônica é narrada em primeira pessoa por um dos membros do ‘Clube do Picadinho’ – 10 amigos que se reúnem  regularmente por anos pra desfrutarem da boa companhia e de uma peculiar gastronomia. Com o passar dos anos há um desgaste natural da amizade que quase poe fim ao Clube. Surge então algo capaz de uni-los como outrora: um novo chef com mão divinas, capaz de fazer os melhores pratos  já experimentados pelos amigos. Ah que pegado! Nenhum deles consegue resistir à tentação de comer louca e apaixonadamente. Depois? Uma consequência individual (mês após mês) para cada um dos amigos. Consequência esta que só apimenta o prazer e ansiedade dos demais companheiros pela comidas do cozinheiro.

Querem saber o que acontece?
Leiam! Leiam! Vale cada linha.
(y)

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Eu Li [53]

Julie & Julia 
Julie Powell
Conrad, 312 páginas

É… sei que as artimanhas culinárias são para poucos. Mas apesar de tudo sempre tive um sonho antigo de aprender a cozinhar (não algo espetacular, apenas beirando a decência mesmo)! Depois de ler Julie Powell simplesmente vou engavetar por tempo indeterminado tudo isso! 😛
Sério! Ou a autora é louca ou cozinhar  a deixou assim! Porque eu realmente sei que a ideia do livro é nos fazer ver que ‘tudo fica bem no final’ e que  por mais malucos que sejam nossos projetos leva-los até o final tem lé  suas recompensas, mas eu só consigo ver agora é: que streeesss é tudo isso!

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