Eu Li [60]

Dando Pé ao projeto d2, Li:

Iaiá Garcia 
Machado de Assis
L&PM Pocket, 192 páginas

*–* Que Livro Lindo!
Acho que das experiências machadianas poucos romances devem fazer suspirar tanto! De uma fase diferente da que a maioria está acostumada, apesar do começo massantezinho o desenvolver detalhista e romantesco arrancam suspiros e apreensões   por desconstruções da história – que em ênfase não chega a se desenvolver.
Personagens femininas tão fortes e tão senhoras de si – marca do autor- estão em destaques nessas linhas. Amores proibidos, casamentos arranjados, renuncias por amor, desencontros econômicos-sociais, fidelidade às amizades, amores sinceros mais efêmeros riscam a vida de duas mulheres um tanto distintas e – a certo modo-  antagônicas. Li, pela net, uma definição que partilho: um drama psicológico interessantíssimo. Continuar lendo

Eu Li [58]

Desafio Machado de Assis

Tanta leitura atrasada, tantas resenhas não feitas. Eu me propus a um projeto e dele mal falo  neste blogue, pode? A leitura vai devagar mais uma hora sai por completo! Esta leitura de agora marca então um parte do:

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Helena
Machado de Assis
Ciranda Culltura, 160 páginas

O amor não é mais que um instrumento de escolha; amar é eleger a criatura que há de ser companheira na vida, não é afiançar a perpétua felicidade de duas pessoas, porque essa pode esvair-se ou corromper-se. [página 90]

Que Machado não é obvio todo mundo sabe. Mas quão surpreendente pode ser a leitura em suas linhas (sim! linhas) finais? Em uma leitura leve (de tão leve nem chega a aparecer o grande adjetivador Machado de Assis) com sua doce critica a moral e aos costumes de seu tempo (sempre, sempre!) nas corridas páginas deste romance conhecemos uma família fluminense que sofre nas primeiras linhas uma perda que provoca uma reviravolta nos seus hábitos. O testamento ao ser aberto traz consigo uma herança um tanto diferente junto ao patrimônio já esperado pelos familiares: Conselheiro Vale falece e deixa o reconhecimento póstumo de uma paternidade que injeta a formosa Helena no seio de sua família.
Passado o espanto e tentando cumprir os desejos do pai Estácio ajusta com sua tia Úrsula o acolhimento da irmã em sua casa. Cabe, com o passar do tempo, a encantadora jovem quebrantar os corações da nova família e assumir um papel especial na vida dos entes – que passam a vê-la como querida. Helena trás consigo um ar de alegria para o lar, dá ânimo e conforto a velha senhora e provoca deslumbre em alguns jovens. Contudo o coração gracejoso da protagonista carrega alguns segredos: O Primeiro remete a uma paixão avassaladora e inconfessável que carrega no peito, um  outro ao passado de sua mãe que toda a família desconhece e o último – talvez atado aos demais- misteriosas saídas matinais que despertam as más línguas de um ou outro. Continuar lendo

Eu Li [54]

Gula
(O Clube dos Anjos – Coleção Plenos Pecados) 

Luís Fernando Veríssimo
Objetiva, 144 páginas

Um Livro do Veríssimo!
Aí tem amizade, clubes ‘secretos’, gastronomia, um pouco de suspense, assassinatos, tantos pecados… Dá pra imaginar como é tudo isso junto pelo olhar do Veríssimo?
Ri muuuito. De tão curtinho (li em uma sentada só) ficou com gosto de quero mais! ai meu Deus! será que estou cometendo o pecado da gula literária? =O

A crônica é narrada em primeira pessoa por um dos membros do ‘Clube do Picadinho’ – 10 amigos que se reúnem  regularmente por anos pra desfrutarem da boa companhia e de uma peculiar gastronomia. Com o passar dos anos há um desgaste natural da amizade que quase poe fim ao Clube. Surge então algo capaz de uni-los como outrora: um novo chef com mão divinas, capaz de fazer os melhores pratos  já experimentados pelos amigos. Ah que pegado! Nenhum deles consegue resistir à tentação de comer louca e apaixonadamente. Depois? Uma consequência individual (mês após mês) para cada um dos amigos. Consequência esta que só apimenta o prazer e ansiedade dos demais companheiros pela comidas do cozinheiro.

Querem saber o que acontece?
Leiam! Leiam! Vale cada linha.
(y)

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Eu Li [50] – Desafio Literário 2011.12.01

Entãããoo..
Último dia, última hora… Desafio Completado !!
\o/

As Esganadas
Jô Soares
Cia das Letras, 264 páginas

“Quando se elimina o impossível,
o que resta, por mais improvável que pareça,
tem de ser a verdade.”

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Eu Li [48] – Desafio Literário 2011.11.03


Os 100 melhores contos brasileiros do século
Ítalo Moriconi
Objetiva, 622 páginas

Não conseguiria resenhar todos os contos deste livro, então vou roubar a sinopse de sites das livrarias,tá?

  • Nesta antologia, o professor Italo Moriconi apresenta os cem melhores textos do gênero produzidos no Brasil ao longo do século 20. Seguindo rígidos critérios acadêmicos e pautado somente pela qualidade e pelo sabor dessas pequenas obras-primas, esta coletânea faz um passeio pela mais deliciosa e contundente ficção curta produzida no Brasil entre 1900 e o fim dos anos 90. Uma antologia capaz de traduzir as mudanças do país e as inquietações de várias gerações de brasileiros, em cem anos de produção literária. Para ilustrar esse instigante e rico panorama, Moriconi  só escalou craques!;)

Gente! E como deve ter sido difícil selecionar os ‘melhores’, né? Tantos ficaram de fora… Mas todos os que entraram mereceram muito! Li o livro todo bem rápido porque realmente cada um deles é muito envolvente!
Bem divididinho por décadas essa Obra é fluente, apesar de extensa, acabei lendo na ordem que apareceram e não cheguei a cansar em nenhum momento. Tá certo que um ou outro são enjoadinhos (principalmente os primeiros) e com linguagens densas, mas o saldo é muito positivo.
Minhas décadas preferidas foram as de 60 e 70 onde os contos foram mais introspectivos: aparecem aqui as fantásticas Clarice Lispector e Lygia Fagundes Telles junto com Fernando Sabino e Rubem Fonseca ! Deleite puro, né? 🙂
Sempre li sobre isso e até suspeitei em muitas outras leituras mas foi neste livro que pude ver a mudança do pensamento da nossa sociedade tão bem refletida na nossa literatura!
A-MEI !!

Era proposta do Desafio ler “Os 100 melhores contos de humor da literatura Universal” catalogado por Flávio Moreira da Costa. Depois de ler o livro Moriconi desejei muito mesmo fazer isso,  porque se for como foi este valerá muito a pena! 🙂
Contudo pro Desafio não conseguirei… Uma pena ter que adiar mais um pouquinho!

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Eu Li [47] – Desafio Literário 2011.11.02

O homem que sabia javanês e outros contos
Lima Barreto
ABC Editora, 98 páginas

Lima Barreto é um cara e tanto! Há tanto humor ácido em sus histórias que simplesmente não posso deixar de me encantar! 🙂 Este Livro é uma obra póstuma, composto por 17 contos que o ator publicou no jornal carioca “Gazeta da Tarde”.  Como é um livro curtinho dá pra falar rapidinho sobre todas as suas histórias:

  •  O Homem que sabia Javanês
    O mais divertido conto do livro, de longe compreensivo porque dá título a uma obra de Lima Barreto. Um homem vê um anúncio no jornal: Precisa-se de um professor de língua javanês. Precisando de uma solução emergencial para seus problemas financeiros, aprende o básico do idioma em uma enciclopédia (ah! essa era pré Google…) e responde ao anúncio apresentando-se como professor de javanês. O velho que escreveu o anúncio, conta que recebeu um livro, no tal idioma, de seu pai e que este seria uma espécie de talismã que geraria/ restituiria a felicidade da família, uma vez que fosse compreendido. O velho acaba desistindo de aprender javanês mas incube o personagem principal de traduzir o livro. Com uma imaginação fértil o personagem acaba inventando toda a tradução do livro e para surpresa acreditam-se em tudo. O protagonista então acaba sendo reconhecido ( em todo o país) como o homem que sabia javanês inclusive virando cônsul por conta disso. Uma brincadeira/sátira a política brasileira, né? Cara de Barreto mesmo…
  • Três Gênios de Secretaria
    Um pouco tedioso, leitura rebuscada e cansativa, mas é só um conto deu pra levar até o final.
    O narrador do conto diz receber de notas de M. J. Gonzaga de Sá, personagem do romance de Lima Barreto, Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá. O autor das notas, apreciador dos funcionários públicos, faz uma rápida análise de três secretários, geniosos.
  • O Único assassinato de Cazuza
    Sátira politica que gira em torno da critica aos problemas de segurança no Brasil.
    O Personagem principal, Cazuza, comenta sobre isso (os problemas de segurança) com um amigo e no meio da conversa revela já ter cometido um assassinato ainda quando criança. Não posso estragar o conto vale a pena ler pra sorrir um pouquinho com as causalidades da vida.
  •  O Número da sepultura
    Zilda é encarregada por Augusto, seu marido, de tomar conta das dívidas da casa. Certa noite sonha com sua avó , já morta,  e está lhe aconselha a apostar o número da sua sepultura. A mulher aposta mas fica apreensiva sobre o que dirá ao marido caso não ganhe. Temos um final feliz com pitada do machismo brasileiro do começo do século XX.
  • Manuel Capineiro
    O protagonista que dá título ao conto é um português que ganha a vida num capinzal e possui dois bois que ele tratava como filhos. Uma fatalidade envolve a vida do personagem e seus bois e o conto narra o drama de Manuel pra superar tudo isso.
  • Milagre do Natal
    Neste conto, temos um triângulo amoroso, quando Guaicuru e Simplício se apaixonam por Mariazinha, filha do casal: Feliciano Campossolo e dona Sebastiana. Há também no conto, a questão do casamento por conveniência.
  • Quase ela deu o sim; mas…
    O protagonista é um moço, forte e saudável, mas pouco amigo do trabalho e  pretende-se casar com uma mulher que lhe fizesse todos os serviços do lar. Fica de olho e pede em casamento dona Ermelinda. Dona Ermelinda dá-lhe uma lista de coisas para ele comprar, mas ele diz não ter dinheiro. Dona Ermelinda dá-lhe um quase sermão. João Cazu sai para arrumar as compras… eis o final interessante do conto!
  • Foi buscar lã
    Um sério advogado que veio do Norte para o Rio de Janeiro ganha fama ao revelar-se uma pessoa de princípios, grandes virtudes. Nada é tão surpreendente, né? Ao final do conto  descobrimos a verdadeira índole do advogado.
  •  O Falso D. Henrique V
    Uma critica bem direta a República (algo que o autor era severamente não apoiava). Lima Barreto cria aqui um lugar chamado Bruzundanga, onde uma série de peripécias são relatadas sobre os reinados do estranho país.
  • Eficiência Militar
    Num momento em que o exército chinês não prossegue num de seus melhores momentos, o rei tem uma idéia bem sutil para remediar o caso: Mudar o Uniforme! (??)
  •  O Pecado
    Critica (mais uma) a sociedade brasileira.
    São Pedro, analisando as listas d’almas dos ex-vivos que logo se apresentariam no céu, depara-se com o nome de P.L.C. que foi dado como justo. Ainda assim, a descrição da pessoa de P.L.C. faz São Pedro acreditar que ele merece assentar-se à direita do Eterno. São Pedro vai falar ao seráfico burocrata do céu. O burocrata analisa e dá um veredito  um tanto diferente do esperado por São Pedro. =/ Reflexo da sociedade do começo do século XX ( e porque  não infelizmente da atual).
  • Um que vendeu a sua alma
    Conta-se a anedota de um homem que vendeu sua alma para o diabo por apenas vinte mil-réis.
  • Carta de um defunto rico
    Uma das melhores histórias do livro. Um morto falando sobre os dilemas entre a vida e morte. Reflexivo.
  • Um Especialista
    Posso dizer apenas que é surpreendente. Após abandonar a família, um comendador português que tinha uma preferência muito particular pelas mulatas, conhece e relaciona-se com a  mulata Alice. Só que há um peça do destino nisso tudo e um final e tanto…
  • O Filho de Gabriela
    Conta a história de Horácio, filho de criação de dona Laura. O autor mostra como se sente Horácio por ser filho de criação. Conforme vai crescendo, ele percebe a forma como é tratado pelos pais. A conseqüência desse pensamento é um delírio febril, segundo o diagnóstico médico feito em Horácio.
  •  A Mulher do Anacleto
    Violência doméstica, abandono da mulher, indiferença pela sua sorte e posteriormente para com sua morte: esta é a vida de Anacleto.  Passa-se os anos e quando muda sua vida não pode prossegui-la por causa da  falecida esposa.
  •  O Caçador Doméstico.
    Conta a história de Simões que acaba sendo estraçalhado pela sua própria matilha. Enjoadinho apenas.

Eu Li [36] – Desafio Literário 2011.09.02

Elos da Mesma Corrente
Rosarita Fleury
ICBC,  492 páginas

Mais um Clássico da Literatura Goiana!

O livro é uma narrativa (um tanto longa) sobre a família goiana do começo do fim do século XIX, retrata os usos e costumes de um povo, as roupas, a culinária,  a tradição religiosa, política, a linguagem típica de um lado até então esquecido deste Brasil.  Foi como embarcar em uma sociedade nunca explorada, descrita: um pouco de incursão histórica. Gostei de um tanto.
Tentando ser bem sucinta a história se passa na então capital do estado de Goiás, Vila Boa, e é contada a partir de um família cujos os ‘elos’ (a autora usa o termo propriamente como metáfora) formam correntes que se partem, entrelaçam e novamente se unem. Girando em torno de um figura masculina forte a família consegue sobreviver as circunstâncias da vida: a morte de entes queridos, a luta pela sobrevivência, a defesa do que considera justo/ moralmente aceitável. Tudo isso em torno de um momento socio-político conturbado, de transformação. Um final um tanto esperado desdo meio do livro mais ainda assim descrito de uma forma interessante.

A família é como uma corrente – falou erguendo-as nas mãos. Uma porção de elos presos uns aos outros. Em todas as famílias esses elos deviam ser bem fortes, bem resistentes, bem rijos, de sorte a representar uma força capaz de se fazer respeitar e contra a qual ninguém pudesse abrir força e lutas. Assim é que devia ser. Muitas vezes, porém, acontece ser diferente. Os irmãos não se entendem, não se ajudam, tornam-se egoístas, e, só muito tarde, chegam a compreender o valor de uma família unida. Infelizmente é o que se vê quase sempre. Se a corrente é forte, nem um touro consegue parti-la. Mas se possui um elo fraco, um só, por pequeno que seja, fica a corrente inutilizada. (p. 263)

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Descobri pela internet que esta Obra, apesar de fora dos padrões vigentes no restante do país, conseguiu arrebatar o prêmio “Julia Lopes de Almeida” da Academia Brasileira de Letras em l959. Foi primeiro prêmio goiano, o primeiro reconhecimento desta literatura, em âmbito nacional  o que só aconteceu novamente quase trinta anos depois, em l983, com  Cora Coralina.   O pioneirismo de Rosarita Fleury também se deu porque esta publicação foi o primeiro romance de autoria feminina do estado de Goiás.
Ter lido este livro me deixa bem contente depois de saber disso, entendem?
🙂
Bom,né?

Eu Li [35] – Desafio Literário 2011.09.01

Tipo… a resenha tá mega atrasada! (assim como a próxima que segue) mas como não abandonei o Desafio  (apenas me enrolei um pouquinho)  vim aqui fazê-la com muito carinho,viu? Achei simplesmente incrível a oportunidade de conhecer autores diversos (e muitos até desconhecidos) deste Brasil! Uma pena não ter conseguido mostrar  um pouquinho de Goiás para o grupo do Desafio. =/
Mas vamos lá:

Tropas e Boiadas
Hugo de Carvalho Ramos
Kelps, 156 páginas

Escolhi Tropas e Boiadas no primeiro instante que vi a opção no Desafio. O nome do autor fez parte de bons anos da minha vida (eu estudei em um Colégio que carregava seu nome) eu nunca tinha criado coragem para ler sua Obra! Na Biblioteca deslumbrava a primeira edição do livro, mas só agora 5 ou 6 anos depois consegui ler essa edição bonitinha aí da Editora Kelps! 😀 Aí vocês julgam como não é ‘nada parcial’ minha resenha,né? hehe 🙂

Tropas e Boiadas é um livro de contos e crônicas regionalistas sobre o universo sertanejo. Chega até ser poético a maneira como é exposta a realidade  goiana do começo do século. Apesar dos termos difíceis (posso dizer arcaicos?)  e de um linguajar cheios de ‘jargões’ típicos do interior do Brasil (confesso que as pessoas de fora podem se sentir um tanto quanto perdidas nesta linguagem) as narrativas em si não são difíceis de entender.
A realidade (diria a vida social) goiana, assim como a natureza  do estado (<3 Cerrado) é descrita de uma forma muito real apesar de ‘estilizada’, as palavras, de certo modo, chegam a ferir  pelo modo agressivo que muitas vezes se apresenta: para retratar a dureza do sertanejo não há forma melhor. O autor carrega as linhas com ideologias e criticas a sociedade da época e a escrita rude parece ser feita para impressionar os leitores. A meu ver, consegue.
Também senti uma melancolia, uma tristeza que beira a saudade, das vivências. O autor parece relembrar nostalgicamente, com uma riqueza de detalhes ímpar, um Goiás onde a ordem de importância e as necessidades sentimentais/materiais do povo está ainda distante do que o país vivia até então; o modo como trata os animais na narrativa ilustra isso: o sertanejo zela pela integridade do animal, muitas vezes mais do que a sua própria, e de algum modo sinto que Carvalho Ramos acaba transformando eles em protagonistas colocando o homem como parte secundária das histórias.
No livro ainda podemos conhecer muito do folclore  goiano criando então também um folclore, algo que beira o mito, sobre a realidades destas terras contrastando com o esteriótipo provinciano que as mesmas apresentavam para o país litorâneo.
Até pensei em descrever um pouquinho de cada dos 15 contos do livro… Mas bateu preguicinha 😛 Fica pra releitura! (sim, sim! Gostei a ponto de desejar isso pra qualquer dia desses..)

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Aos 21, quando publicou Tropas e Boiadas

Aos 21, quando publicou Tropas e Boiadas

Hugo de Carvalho Ramos nasceu em 21 de maio de 1895, em Vila Boa, então Capital do Estado de Goiás. Iniciou seus estudos na cidade natal e depois foi para o Rio de Janeiro, onde, em 1916, matriculou-se na Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais. Colaborou com diversos jornais e revistas, Lavoura e Comércio, de Uberaba, a revista Fonfon, do Rio de Janeiro, a Imprensa, usando sempre o pseudônimode João Bicudo. Em 1917, publicou Tropas e Boiadas, sua única coletânea de contos. Em 1920, estando prestes a concluir seu curso jurídico e, em crise de depressão, viaja ao interior de Minas Gerais e São Paulo.  Em 31 de março de 1921, quando retorna ao Rio de Janeiro, sucumbiu a depressão dando cabo à própria vida. [via]

Eu Li [34]

Carta entre Amigos

CHALITA, Gabriel & MELO, Fábio de. Cartas entre Amigos. Rio de Janeiro: Ediouro, 2009. 240 páginas.